Estômago ansioso, corpo cansado: A ciência entre alimentação e saúde mental

Alexandre Costa Pedrosa explica como a relação entre ansiedade e alimentação influencia o equilíbrio do corpo e da mente.
Gragim Silva
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Estômago ansioso e corpo cansado são sinais cada vez mais presentes na vida moderna, como observa Alexandre Costa Pedrosa. Neste artigo, você entenderá como alimentação e saúde mental se relacionam, descobrirá por que o intestino é considerado um segundo cérebro, conhecerá hábitos que influenciam diretamente o bem-estar emocional e verá como escolhas cotidianas podem reduzir ansiedade, melhorar energia e promover equilíbrio.

Por que a alimentação influencia tanto a saúde mental?

A alimentação influencia a saúde mental porque fornece ao organismo os nutrientes necessários para a produção de neurotransmissores que regulam humor, motivação e equilíbrio emocional. Substâncias como triptofano, ômega 3 e vitaminas do complexo B são fundamentais para o funcionamento adequado do sistema nervoso. Quando esses nutrientes estão em falta, o corpo pode apresentar irritabilidade, cansaço e maior propensão à ansiedade.

Segundo Alexandre Costa Pedrosa, alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gorduras inflamatórias, podem alterar o metabolismo e prejudicar a regulação hormonal, contribuindo para oscilações emocionais. Por isso, manter uma alimentação equilibrada favorece tanto o corpo quanto a mente.

Como o intestino se tornou conhecido como o segundo cérebro?

O intestino ganhou o apelido de segundo cérebro porque possui um vasto sistema nervoso próprio, conhecido como sistema entérico, que se comunica constantemente com o cérebro principal. Essa comunicação ocorre por meio do chamado eixo intestino-cérebro, que integra funções imunológicas, hormonais e neurológicas.

Alexandre Costa Pedrosa explica que a microbiota intestinal, composta por trilhões de micro-organismos, desempenha papel fundamental nessa interação. Quando a microbiota está equilibrada, contribui para a produção de neurotransmissores e melhora a resposta ao estresse. Porém, quando está desequilibrada, pode gerar inflamações e afetar diretamente o humor e a vitalidade.

Quais sinais indicam que a alimentação está afetando o bem-estar emocional?

Alguns sinais comuns incluem irritabilidade frequente, queda de energia, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e episódios de ansiedade sem motivo aparente. Desconforto digestivo recorrente, como inchaço, azia e má digestão, também pode indicar que o corpo está reagindo a escolhas alimentares inadequadas. Alexandre Costa Pedrosa frisa que identificar esses sinais precocemente, ajuda a corrigir hábitos e evitar que o quadro se agrave. A autopercepção é uma ferramenta poderosa para ajustar a rotina alimentar.

A ciência mostra, com Alexandre Costa Pedrosa, como o estômago ansioso impacta energia, humor e bem-estar físico.
A ciência mostra, com Alexandre Costa Pedrosa, como o estômago ansioso impacta energia, humor e bem-estar físico.

Maus hábitos alimentares podem gerar cansaço porque sobrecarregam o organismo e prejudicam o processo digestivo. Quando o corpo utiliza mais energia para metabolizar alimentos difíceis de digerir, como refeições muito gordurosas ou ricas em açúcares, sobra menos energia para as funções cognitivas e físicas. Isso resulta em lentidão mental, sensação de peso corporal e queda de produtividade. 

Qual é o papel do estresse nessa relação entre alimentação e saúde mental?

O estresse desempenha papel central, pois interfere tanto no apetite quanto na digestão. Em situações estressantes, o corpo pode aumentar o consumo de alimentos calóricos ou, ao contrário, reduzir drasticamente a fome. Além disso, o estresse prolongado altera a composição da microbiota intestinal e prejudica a absorção de nutrientes essenciais. Por isso, é importante incluir práticas de gestão emocional na rotina.

Em suma, criar hábitos equilibrados envolve priorizar alimentos naturais, hidratação adequada, mastigação consciente e regularidade nas refeições. Atividades físicas, sono de qualidade e momentos de pausa mental também fortalecem a saúde emocional. Essas práticas melhoram a comunicação entre intestino e cérebro, diminuem a ansiedade e aumentam a disposição diária. A construção de novos hábitos ocorre gradualmente. 

A compreensão da relação entre alimentação e saúde mental transforma a vida porque possibilita escolhas mais conscientes. Ao entender que o que se come impacta diretamente emoções, energia e produtividade, o indivíduo passa a encarar a alimentação como instrumento de autocuidado e não apenas como rotina obrigatória. Alexandre Costa Pedrosa reforça que essa visão integrada permite adotar práticas mais saudáveis e sustentáveis.

Autor: Gragim Silva

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